quinta-feira, 4 de março de 2010

Porque dói como um ferida que teima em não fechar

Sei que tenho negligenciado este pequeno espaço com frases curtas e textos que deixam a sua intenção total incompleta.
Tenho andado sem tempo e ainda bem, ou seja, é sinal que estou a ser produtiva -pelo menos é essa a intenção -
Podendo agora olhar para trás com mais tempo e ponderação, começo a ver que saída de Lisboa não se caracterizou unicamente por aspectos positivos. Houveram também grandes perdas pelo caminho, uma muito grande e que custa muito assimilar. Acho que o meu subconsciente cada vez que tenta desmembrar esse assunto se contrai-se e recusa tal pensamento. A outra explicação é o grande sofrimento que o assunto me causa. Tento então evita-lo e guarda-lo num pequeno recanto do meu ser e esperar que amanha todas as minhas frases sentidas "eu adoro-te e sinto a tua falta" não tenham caído no vazio e tenham causado algum eco na cabeça dela.
É uma espera da qual não tenho grandes expectativas. Embora não perceba o que nos aconteceu só espero um acto de bom senso da sua parte.
Contudo afirmo seguramente que a minha vinda para aqui contribui muito para a minha paz de espírito e satisfação pessoal.
É duro estar longe, mas até que ponto teria sido melhor ficar?