quinta-feira, 30 de abril de 2009

Em estado

Fiz o caminho de regresso em estado praticamente catatónico, fixei um ponto aleatório e dele não afastava o olhar, ver toda aquela situação sem nada poder fazer fez-me sentir inútil. Realizei que se fosse comigo, qual seria o significado de tudo o que já fiz? todos os anos todo o sacrifício, tudo o que construi seria em vão.
Foi como ver-me a mim própria, ela era alta, ia com um andar apressado assim como tantos em seu redor, estava de cabelo atado e de óculos, quando notei a sua presença metros á minha frente ao -la ri.me por dentro devido ás semelhanças, de livros nas mãos ela continuava com passo apressado. Ate que o meu devaneio foi interrompido ao ouvir um agudo chiar de travões na nossa direcção, recuei e fechei o olhos de modo inevitável em modo de reflexo.
Quando os abri, a rapariga que observara, encontrava-se no chão a poucos metros de distância, atrás dela uma carrinha e uma mulher que dela se aproximava aterrorizada ao ver a total imobilidade da jovem.
Não tive reacção permaneci no mesmo lugar foi como ver-me a mim própria, e assim fiquei ate que comecei a recuar de modo lento mantendo os olhos nas duas figuras femininas que se encontravam a escassos metros, vi pessoas a correr na direcção do acidente, entre elas um possível colega, que de imediato recorreu ao telemóvel para o pedido de socorro. Depois disso continuei a recuar ate que com os olhos pregados ao chão alcancei a paragem de autocarro.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Now our never

Andei a vasculhar a minha vastidão de fotografias do "antigamente" que de momento não me são permitidos serões com aqueles de quem gosto, pelo muito trabalho que tenho, nada me pode ate agora impedir de ir ao meu longo album e ver as mais diversas figuras, poses e os maiores ajuntamentos de gente que já mais verei na vida, pelo menos daquela maneira.
É engraçado nos vermos em pequenos, as mudanças pelas quais passamos e no produto final que nos torna-mos.
É evidente que esta busca ao passado não foi impensada, e como tudo nas minhas acções também esta teve um propósito para alem do conforto e alegria que dá ver aquelas imagens, o objectivo secundário é o facto de eu ser uma das responsáveis de uma palestra sobre: O ensino em Portugal e a impressão que tenho sobre o meu percurso escolar ate agora" penso que sejam estes os tópicos a que me devo cingir, a palestra vai ser realizada devido á presença de professores e avaliadores de estagiários (estrangeiros) em Portugal, penso que vieram numa acção de formação e nós somos mais uma das suas actividades programadas pelo que percebi.
É de responsabilidade este trabalho, agora é ao contrário, é e minha vez de me levantar da cadeira deixar ser a espectadora para ser a ouvida, e toda ela (a apresentação) em inglês,vamos ver se estou á altura.
p.s ainda este objectivo não esta cumprido e conseguimos contactar 2 estudantes Erasmus em Portugal que de momento que se mostraram bastante receptivos a serem nossos convidados para um género de "entrevista informal" na qual nos diriam qual a sua experiência actual enquanto alunos Erasmus.
p.s.s e quem vai dirigir a entrevista? -.-? eu -.-! ja fiz outras entrevistas, e passei no teste, agora entrevistar alunos estrangeiros, estudantes Eramus, universitários "superiores" a mim em vários aspectos é que não me agrada.
p.s.s o trabalho é o tema do dia seja isso negativo ou positivo

sábado, 25 de abril de 2009

' You and Me Together Forever '

O filme da minha ultima saída.
Sinais do Futuro

Critica: Lindo; o final deveria ser deixado em aberto.


http://www.youtube.com/watch?v=uHw8URgDvxM

Foi Assim

A mais distraída das raparigas : ' Depois podemos ir buscar o computador ao frigorífico?' ---» era cacifo

O mais normal dos rapazes, que agora ja não é : ' as raparigas são como o camarão, tira-se a cabeça e come-se o resto' -.-!

E pronto tudo isto da idade mudou-me mesmo, trouxe-me mais confiança mais determinação e menos passividade.
Bom ou mau? ao que parece foi bom, acho que nos andamos a revelar pelos vistos. (uns melhor que outros pelas afirmações acima postadas. =$

quarta-feira, 22 de abril de 2009

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Today

Após todo o pessimismo aquilo que eu precisava mesmo era de uma boa dose de riso, e de exercício físico no qual descarregar as forças e os pensamentos parvos, as dores físicas substituem mesmo as dores psicológicas.
Psicólogos de Portugal e arredores aconselhem os vossos pacientes a fazer uma corrida de 15 minutos sem parar e as melhorias vão ser notórias xD
Há outra coisinha, revoltem-se, não vale a pena saber que temos razao e ficarmos calados, é só uma questão de argumentação e digo-vos calei-o (de modo educado e sofisticado, pondo 6 caramelos a olhar para mim com olhar admirado) estou orgulhosa de mim. Acabou-se o ouvir e calar, a não ser que não tenha razão.
Há que evoluir, afinal de contas ja sou uma senhora :P!

S.Meyer





Trata-se do próximo livro que vai marcar presença na minha estimada prateleira!

domingo, 19 de abril de 2009

1/2

É simplesmente aquela sensação absurda de nos sentirmos incompletos.

21 de Abril de 1991

Ando pessimista, esta ideia não me agrada, não vai ser uma mudança radical certamente, mas também não me acrescenta alegria nenhuma.
Nunca gostei de fazer anos, e agora muito menos.
Vantagens? inúmeras! então, agora posso beber o que quiser (coisa que me interessa muito -.-! ) posso ir pressa (coisa que me costuma acontecer com muita frequência, não haja duvida) e por último a melhor tirar a carta, ou seja atropelar pessoas inocentes.

(A ironia foi intensamente predominante desculpem)

18 aninhos

quinta-feira, 16 de abril de 2009

'Ontem'

Parece que tive esta mesma conversa ontem com a Patrícia, quando tínhamos 12 anos e estávamos sentadas naquelas longas escadas que davam para o pavilhão dos professores.
Lembro-me perfeitamente de como ela sonhava e tinha de ânsia de estarmos juntas nos secundário, na mesma turma inseparáveis como sempre e com tudo a correr bem,( sim porque eu adoro-a, contudo desde sempre ela foi muito sonhadora ou como queiram positivista) eu por meu lado, sempre afirmei, que aquela era a melhor fase da nossa vida e que ela não tinha a noção do que estava a dizer, e que depois (que corresponde ao agora, falávamos) e assim foi.
A mesma turma a mesma amizade e infelizmente quem acabou por ter razão fui eu. Por meu lado não me chocou em nada o lado "negro" disto tudo, ela o seu futuro cor-de-rosa acabou por acinzentar, gosto dela por isso nunca vê uma situação apenas pelo seu lado mau, encontra sempre uma luz onde, pelo menos eu, não a vejo nem que lá estivesse com o nariz em cima.
Sim, as coisas estão complicadas como previa, é um teste para mim.
É agora que vou provar a mim própria e àqueles que acreditam em mim, o que realmente valho.
Não é fácil ter isto "em cima".
O que mais queria no final de tudo é que a Patrícia tivesse sempre razão e não eu.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Inevitável

Os típicos alunos de ciências, organizados, sempre extremamente pontuais, dedicados e nunca admitem que fazem asneira (mesmo quando está num placar (do tipo gigante) que o fizeram.
Pois bem, é uma realidade, somos racionais de um modo que chega a ser obtuso -.-, pomos tudo em causa , adoramos pôr "porquês" em tudo o que nos rodeia e fazemos ante visões do que pode acontecer se realizarmos um determinado acto.
Seguidamente, em função dos "resultados", depois de tudo extremamente bem explicito na nossa cabeça, como uma balança que de um lado tem as vantagens e do outros as desvantagens, em se consequencia desse magnifico utencilio tomamos as nossas decisões.
Vivemos numa tentativa de perfeição que é perfeitamente ridícula, no entanto não conseguimos deixar de o fazer.
Não encaro o modo como agimos de "calculista" apenas (como sempre nos foi incutido), analisamos, reflectimos sobre a analise realizada e executamos.
O ridículo é que isto acontece no dia-a-dia, por exemplo, "medir" o que dizemos, calcular o que a outra pessoa espera de nós, tentar simplesmente não "meter o pé na argola".
E alguns são muito bem sucedidos.
Esta análise reflecte quem me rodeia, não sou o espelho desta descrição, mas que todos os dias tento assumir o controlo e contornar situações que não estão ao meu alcance controlar ou evitar, disso sim sou "culpada"
O que resulta disto tudo? simplesmente um sentimento de frustração.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Vestigios de férias


Pequenas coisas que nos definem, pedaços de nós.



O desejo do momento



Ler é a minha fuga da realidade.


E se é para fugir a realidade á que faze-lo de modo radical por isso é que este "menino" ja saía em Português...

Barreiras

Temos a tendência de as construir a nossa volta, por vezes como modo de protecção. Como modo de as pessoas não se aperceberem das nossas fragilidades e dos nossos pequenos defeitos.
Não vale a pena ergue-las porque simplesmente não encontraremos ninguém que esteja disposto a quebrá-las.
Para quê complicar?

Saudades do meu cantinho

Pode não ser a cura para todos os males, mas comigo resulta perfeitamente: o trabalho, nada melhor para ficar concentrada e esquecer tudo o resto.

Ando empenhada num projecto, e agora como tenho de tomar conta de mais um blog o meu tempo e dedicação ao meu começou a escassear.

Aqui vai uma amostra do meu trabalho =D