A partilha e as questões importantes têm tanto de fascinante como de complicado.
Estou a falhar num aspecto. Em dois mais especificamente, e não quero com isto formar uma bola de neve, que já vai surgindo em mim, e que se manifesta no momento exacto em que eu desejo que tal não se verifique.
O problema de perguntar é que, mais tarde ou mais cedo, também terei de responder.
O problema de me expor engloba também a vertente de expor os outros que se relacionam comigo e as suas fraquezas e eu não quero isso. Não me recuso a faze-lo com uma intensão estupidamente perfeccionista. Não se trata de perfeição, mesquinhez, teimosia ou falta de confiança.
Trata-se de julgamentos.
Mesmo quando estamos próximos de uma pessoa é demasiado fácil julga-la mesmo que inconscientemente. É algo intrínseco ao ser humano e é uma natureza que ele revela muito comummente.
Torna-se torturante e embaraçoso que ao expormos um problema, que para nós mereça inteiramente essa categorização. Alguém lhe venha pôr uma reticência e quase perguntar "mas é só isso?"
Nunca fui apologista dos mas e se’s em questões que para mim ou para os outros sejam importantes.
A questão não passa unicamente por uma desconsideração das categorizações aplicadas aos factos. A questão é que existem sentimentos inevitavelmente ligados aos factos e ao desvaloriza-los estamos na realidade a desvalorizar os sentimentos englobados nestes
E portanto decidimos não comunicar. Ao fazê-lo criamos uma bola de neve exclusiva.
A Patrícia faz-me falta. A perícia com que esmiuçava os assuntos mostrando verdadeiro interesse pelos mesmos era-me e é essencial. E nunca me pôs reticências à sua importância, nem me julgou pelo valor que eu decidira que era justo e sensato atribuir-lhes.
Sem a Patrícia, devido a motivos de ordem prática, se eu já apresentava tendência para aglomerar, agora vejo-me resumida a isso.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Contagem decrescente
Falta-me menos de três semanas para voltar a fazer a malas e ir-me embora.
Acho que estou a precisar de desafios sinto-me um pouco vazia enquanto não me cultivo ou empreendo em alguma coisa.
Precisava mesmo de descansar, olhando conscientemente para trás, não sei como este ano não tive um colapso. Entre as loucuras que revelei e as que ficaram só comigo não estive no limite mas andei lá perto e o que posso concluir disso é que me soube bem em certa medida.
Eu e os limites sempre tivemos uma relação engraçada, simplesmente não os reconheço e muito menos os respeito. E a piada está exactamente aí.
Este ano que se avizinha não vou ter tempo para respirar fundo pelo que já percebi por colegas. Vou ter de ser extremamente organizada, eficiente e eficaz. Preciso de ser boa no que faço e preciso de estar para os que amo. Entre os estar e o não estar, entre o ir e o vir, entre o chegar e o partir perdem-se fragmentos de razões e vivências. Fico mais mecânica a ausência de tempo para pensar, pelo menos de mais, sempre me proporcionou algum alivio. Por isso eu sou boa a manter-me ocupada e a ser produtiva.
Quero alcançar bons resultados quero estar cansada mas realizada, quero ferramentas preciso delas para mais tarde e por isso a necessidade de conhecimentos.
Quero tirar o meu mestrado em Lisboa, recentemente fiquei interessada no ISCTE. Tenho de o tirar ou lá ou na Universidade de Lisboa e não pode haver alteração nesse plano e por isso preciso de uma boa média para ficar colocadas nas poucas vagas que existem no regime publico. E neste plano, ideia, conjectura e desejo não podem haver falhas é demasiado importante.
Este país esta demasiado instável para arriscar e ficar sem referencias que me ajudem a trabalhar no que gosto e de ser requerida com mais facilidade. Se tiver de sair, cenário possível arriscarei. Eu só preciso de oportunidades para provar que o meu esforço actual e passado não foram em vão.
Por isso como não gostaria de sair tenho de tentar ao máximo aqui e ir.
Acho que estou a precisar de desafios sinto-me um pouco vazia enquanto não me cultivo ou empreendo em alguma coisa.
Precisava mesmo de descansar, olhando conscientemente para trás, não sei como este ano não tive um colapso. Entre as loucuras que revelei e as que ficaram só comigo não estive no limite mas andei lá perto e o que posso concluir disso é que me soube bem em certa medida.
Eu e os limites sempre tivemos uma relação engraçada, simplesmente não os reconheço e muito menos os respeito. E a piada está exactamente aí.
Este ano que se avizinha não vou ter tempo para respirar fundo pelo que já percebi por colegas. Vou ter de ser extremamente organizada, eficiente e eficaz. Preciso de ser boa no que faço e preciso de estar para os que amo. Entre os estar e o não estar, entre o ir e o vir, entre o chegar e o partir perdem-se fragmentos de razões e vivências. Fico mais mecânica a ausência de tempo para pensar, pelo menos de mais, sempre me proporcionou algum alivio. Por isso eu sou boa a manter-me ocupada e a ser produtiva.
Quero alcançar bons resultados quero estar cansada mas realizada, quero ferramentas preciso delas para mais tarde e por isso a necessidade de conhecimentos.
Quero tirar o meu mestrado em Lisboa, recentemente fiquei interessada no ISCTE. Tenho de o tirar ou lá ou na Universidade de Lisboa e não pode haver alteração nesse plano e por isso preciso de uma boa média para ficar colocadas nas poucas vagas que existem no regime publico. E neste plano, ideia, conjectura e desejo não podem haver falhas é demasiado importante.
Este país esta demasiado instável para arriscar e ficar sem referencias que me ajudem a trabalhar no que gosto e de ser requerida com mais facilidade. Se tiver de sair, cenário possível arriscarei. Eu só preciso de oportunidades para provar que o meu esforço actual e passado não foram em vão.
Por isso como não gostaria de sair tenho de tentar ao máximo aqui e ir.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Beleza
Uma mulher bonita não é aquela de quem se elogiam as pernas ou os braços, mas aquela cuja inteira aparência é de tal beleza que não deixa possibilidades para admirar as partes isoladas
As Duas Faces
Tentar ser filha e mulher agradando e respeitando as respectivas partes interessadas é deveras um trabalho complexo.
Complexo num sentido humano, estando a falar de sentimentos, área na qual eu nunca me classifiquei como particularmente boa, tentar manter a satisfação das partes e preserva-las é como andar sob um arame: complicado, assustador e desafiante.
Vamos tentar manter o equilíbrio sim?
“Devagar e com Jeitinho” Citação que raramente me deixa mal e que tem um grande, grande campo de aplicação.
Dedicar o meu tempo às duas partes tem sido uma empreitada que tenho realizado com muito cuidado. Tenho de desempenhar os dois “papéis” mencionados do melhor modo quer para eles quer para mim.
Complexo num sentido humano, estando a falar de sentimentos, área na qual eu nunca me classifiquei como particularmente boa, tentar manter a satisfação das partes e preserva-las é como andar sob um arame: complicado, assustador e desafiante.
Vamos tentar manter o equilíbrio sim?
“Devagar e com Jeitinho” Citação que raramente me deixa mal e que tem um grande, grande campo de aplicação.
Dedicar o meu tempo às duas partes tem sido uma empreitada que tenho realizado com muito cuidado. Tenho de desempenhar os dois “papéis” mencionados do melhor modo quer para eles quer para mim.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
domingo, 1 de agosto de 2010
A vida teima em fugir-me entre os dedos.
É uma sensação bastante ingrata que voltei a reconhecer desde que voltei para casa.
Tenho tentado parecer viva e feliz, no entanto estou apenas dormente, tento não sentir a realidade, os comentários e as visões que me rodeiam.
Esta realidade não me diz nada, aparências teimam em quebrar-se como vidros cujos estilhaços se vão amontoando e amontoando. Isso condiciona o modo como eu estou comigo e com os outros.
Não é difícil satisfazer-me ou fazer-me feliz. Só preciso de três coisas essenciais Confiança, por tudo o que já fiz e não fiz no meu percurso, Liberdade, pelo meu comportamento constante e confiável e Comunicação, coisa que é inexistente por norma. E como eu não sei nem acho normal que alguém consiga viver sem estas vertentes sinto-me mal.
Aqui sinto-me deslocada, incompatível, má e sem valor.
Entretanto a medicação fará efeito, espero que me ajude a sentir melhor.
É uma sensação bastante ingrata que voltei a reconhecer desde que voltei para casa.
Tenho tentado parecer viva e feliz, no entanto estou apenas dormente, tento não sentir a realidade, os comentários e as visões que me rodeiam.
Esta realidade não me diz nada, aparências teimam em quebrar-se como vidros cujos estilhaços se vão amontoando e amontoando. Isso condiciona o modo como eu estou comigo e com os outros.
Não é difícil satisfazer-me ou fazer-me feliz. Só preciso de três coisas essenciais Confiança, por tudo o que já fiz e não fiz no meu percurso, Liberdade, pelo meu comportamento constante e confiável e Comunicação, coisa que é inexistente por norma. E como eu não sei nem acho normal que alguém consiga viver sem estas vertentes sinto-me mal.
Aqui sinto-me deslocada, incompatível, má e sem valor.
Entretanto a medicação fará efeito, espero que me ajude a sentir melhor.
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