O sol da manha abateu-se sobre a janela do meu quarto, quando o fez saltei automaticamente da cama senti a necessidade de aproveitar aquele dia do melhor modo possível. Olhei pela janela observando de modo mais cauteloso o tempo que me espera lá fora e embora a presença do vento fosse uma constante o sol conseguia sobressair tornando-se bastante convidativo para uma ida á praia. Depois de um duche rápido procurei o biquíni mais discreto que possui-a e vesti-o rapidamente, este caracterizava-se por uma cor laranja sem qualquer padrão, de seguida, procurei um simples camiseiro longo de cor castanha que me assentava bem não fazendo sobressair as olheiras que me marcavam ultimamente o rosto. Seguidamente e sem qualquer ruído dirigi-me até ao quarto dos meus pais, a minha mãe Ângela, encontrava-se a dormir profundamente assim senti decidi apenas escrever um bilhete que lhe indica-se onde estaria. Relativamente a João, o meu pai, calculei de imediato que a sua ausência significa-se uma pescaria com alguns amigos da qual eu ao jantar não prestara qualquer atenção enquanto ele falava do assunto com bastante entusiasmo.
Ao sair de casa tentei que todos os pensamentos que habitavam ultimamente o meu pensamento desaparecessem e assim comecei a dirigir-me para o trilho rodeado de árvores que permitia dirigir-me para a praia mais próxima. A caminhada arrastou-se por cerca de meia hora, não senti qualquer necessidade de uma outra presença para me acompanhar, o facto de ser filha única e estar reduzida á existência de um único primo tinham-me ensinado a realmente habituar-me e até a sentir-me confortável com o silêncio que imperava. Tentei então fazer o percurso árido e marcado por vários desníveis tentando ao máximo não tropeçar, tarefa que se revelou mais fácil do que eu pensara inicialmente, tendo em conta que o facto de não levar nenhum telemóvel comigo não era um ponto a meu favor se realmente viesse a precisar de ajuda. Quando cheguei á vila esta não apresentava o ar que tanto detestava que era principalmente característico dos fins-de-semana onde grandes grupos de pessoas divagavam pelas ruas sem qualquer objectivo aparente, onde os turistas invadiam as lojas tradicionais da região em busca de uma lembrança que pudessem comprar na esperança, que esta mais tarde os fizesse relembrar a beleza deste mesmo lugar que agora visitavam.
(…)
Ao sair de casa tentei que todos os pensamentos que habitavam ultimamente o meu pensamento desaparecessem e assim comecei a dirigir-me para o trilho rodeado de árvores que permitia dirigir-me para a praia mais próxima. A caminhada arrastou-se por cerca de meia hora, não senti qualquer necessidade de uma outra presença para me acompanhar, o facto de ser filha única e estar reduzida á existência de um único primo tinham-me ensinado a realmente habituar-me e até a sentir-me confortável com o silêncio que imperava. Tentei então fazer o percurso árido e marcado por vários desníveis tentando ao máximo não tropeçar, tarefa que se revelou mais fácil do que eu pensara inicialmente, tendo em conta que o facto de não levar nenhum telemóvel comigo não era um ponto a meu favor se realmente viesse a precisar de ajuda. Quando cheguei á vila esta não apresentava o ar que tanto detestava que era principalmente característico dos fins-de-semana onde grandes grupos de pessoas divagavam pelas ruas sem qualquer objectivo aparente, onde os turistas invadiam as lojas tradicionais da região em busca de uma lembrança que pudessem comprar na esperança, que esta mais tarde os fizesse relembrar a beleza deste mesmo lugar que agora visitavam.
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